Andar à procura. Nos armarios, nas casas velhas, das velhas, coisas velhas. Pensar que se pode recuperar tudo e ainda ter espaço para as coisas novas. Ou a reapariçao num novo corpo das mesmas de antigamente. Sem. Cada hora que passa ser informado que também seremos as velhas coisas velhas das velhas. E se nos adiantassemos um passo e nao acumulassemos nada porque de todas as maneiras vai fora? E sera antigamente. Esvaziar para encher para esvaziar para encher para esvaziar para encher. A felicidade de ler corpos que enchem para nao esvaziar, sao raros.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Hino ao cuidado e à delicadeza de querer preservar, fazer durar, eternizar um pouco o que é Lisboa, Dezembro 2009
A todos, declaro, que lamento a ausência de novidades deste lado do mundo virtual. Para terem uma boa ideia daquilo que faço viagem até: www.mariadomarrego.com Na nova morada serei mais ajuizada e mais lenta.
Aqui darei mais espaço ao texto e ao meu mental desarranjo.
Borboletas - no estômago, são bom presságio "a thousand kisses deep" A primeira onda - la première vague "Parole étouffée sous les roses" Yeux maritimes Feux artificiels Les mots espagnol - Catalejos o Imperdible Calendrier de l'avent Les Kinder Surprise Îles Thé - litres de thé Nuages - ils sont impensables Optimisme - la douceur est invincible Paresse - sans culpabilité Plaisir - tous Schubert, Keith Jarrett et un peu de Stravinsky Séduction - séduite par la séduction Faire l'amour - une douceur violente Lecture - phrases infinites et silencieuses
A morte, tão presente. Ainda não percebi bem o que é. Sei que é coisa funda, que une e desune. Que afasta, enterra. Que não tem imagem nem se parece a nada.
Desencadeia vontades Como isto.
A Coluna do Meio
"A Coluna do Meio pode não estar visível em determinados momentos, pode não haver sinal ou matéria dela permanentes; ela surgirá então, por momentos, por um efeito que depende mais da imaginação do que da vontade de quem a procura e também de quem a constrói."
Octavio Paz
"L'autre est notre double, l'autre est le fantôme inventé par notre désir. Notre double est autre et cet autre, pour être toujours autre et pour toujours, nous nie: il est au-delà, jamais nous ne parvenons à le posséder tout à fait, perpetuellement étranger.(...)Dans cet au-delà réside la liberté de l'autre et ma reconnaissance de cette liberté. À cet extrême on appelle amour."